14 Abril 2006

Extra, madrugada e ex-namoradas.

Você já foi ao Extra de madrugada? Não sei se pela proximidade de minha casa, ou por outro motivo que desconheço — mas, que eu não me iluda: a psicanálise explica —, costumo ir ao Extra quase sempre de madrugada. São poucas as vezes que vou lá de dia. Nem me recordo — para ser mais franco – quando fui de dia. O fato é que já estive lá de madrugada com todas as minhas ex-namoradas dignas de citação: é uma pena, mas não vou citar nomes. Não fica bem. Até uma que era digna de nota e que nunca foi comigo lá de madrugada (nem em outro turno) acabou sendo vista em uma dessas incursões noturnas. Eu estava com outra ex e nos falamos muito rapidamente. O Extra de madrugada tem uma magia... Quem esteve comigo e não foi ao Extra é porque não se tornou imortal...

Pois bem, fui hoje de novo ao Extra, de madrugada. Sem namorada, dessa vez. Mas eis que a sina parece se repetir. Fiz a escolha rápida dos produtos que desejava: dois sucos de caixa, que me ajudarão a morrer mais rápido e um iogurte, que, creio, deva ser menos agressivo aos meus peroxissomos... Mas o fato é que, no Extra, de madrugada, encontrei um ex-conhecido meu. Coisa de anos antes. Creio que uns quatro. Mas o que isso tem a ver com tudo que disse até então? É que a ex-namorada dele me “paquerava” quando eles ainda estavam juntos. (Sei que é confuso. Mas também não sei até que ponto o que escrevo aqui é para mim ou para quem lê. Acho que é mais para mim. Se ninguém lesse, ainda assim escreveria.) Mas voltando... E de tanto paquerar, a água furou a pedra... Uma única vez. Fiquei com remorso, confesso. Porque não só fiquei, mas eufemisticamente fiz amor com ela. Não sei se ele sabe. Mas eu sei, e isso é o suficiente para o meu remorso.

Mas (fechando o flashback e o parêntese) falei com ele, que, a princípio, fingiu não me ver. Não sei se porque estava cansado (era madrugada conforme já disse) ou porque soubesse do fato. Estava com um amigo e me apresentou como sendo “o homem que garrava (sic) todo o mundo.” Levei como ironia. O encontro foi na saída e reparei que, quando passei, ele olhou para meu carro de modo suspeito. Não sei o que ele pensou. Não sei se ele soube. Fico aqui como Bentinho às avessas, sofrendo com a dúvida dele. Fui irresponsável e, se ele sabe, quebrei a confiança dele — e isso nunca mais volta. Não se recupera por toda a vida... Já imaginou o que é uma vida inteira com uma pessoa magoada com você? Quando se tem 20 anos, pensa-se que a vida não dá voltas... Dá voltas, sim, e muita coisa não volta... E a nós resta, muitas vezes, a única solução: a re-volta.

NOTA: Texto escrito em agosto de 2004, mas trazido à tona hoje pela rápida leitura do conto "O bom ladrão", de Fernando Sabino.

2 comentários:

Dessy disse...

O q posso dizer, vc é homem acredito q ñ teria como resistir, (apenas se ela fosse muito feia,..rsrss...), talvez por ser eu uma mulher poderia ter este pensamento, caso mulher tb ñ tivesse essa fraqueza.
Ja a amizade dele sera ou seria nao sei um pouco dificil de recuperar, ja tive esperiencia de perder confiança, n por este motivo, mas por outros q as vezes nem tenho culpa, mas ñ interessa, voltando, sera um pouco dificil recuperar a amizade dele, talvez nao recupere, talvez sim.
Ah! Ja passei + ou - por isso sim, foi um pouco diferente...

Desculpe não sei o q estou dizendo, quem sou eu para comentar sobre vc!!!
Xau

Princess disse...

Será? Acho que fazer amor com a namorada ou ex namorada do amigo não é uma coia muito comun´, mais concordo com que a menina disse acima, ela é mulher, voce homem, e quem sabe realmente esse extra tenha la seus encantos, sabe de uma coisa? Adoraria ir la de madrugada, so nao sei se voce estaria disposto a me levar! Sera?