03 Novembro 2006

Dissimulação

No restaurante, o homem barbeado solidamente ocupava a mesa. Pediu entradas e vinhos e filés e digestivos.

Conversava, seguro, firme, impávido, parcimonioso, diplomático.

A conta foi alta, mas o homem entregou com desdém notas ainda novas.

Na saída, passou por uma gamela cheia de caramelos. O homem barbeado encheu as mãos e povoou os bolsos.

Não foi possível resistir durante muito tempo.

3 comentários:

Thais disse...

No restaurante, no café... não sei se por acaso, mas dois dos textos que eu li hoje tinham como personagem o mesmo homem barbado... Como você mesmo já me disse "O acaso é um Deus e um Diabo"... Há alguma lógica, algum pretexto na continuidade da personagem?! Beijos

laís carvalhal disse...

escreve bem, professor!

:P

Anônimo disse...

Definitivamente, vc sabe brincar
com as palavras.
Publique um livro!
Beijos